Sinceridade desarmante

Um dia destes, numa familiar incursão cultural ao Porto, resolvemos ir dar uma espreitadela à Casa da Música. Ainda no carro, enquanto subia a Avenida da Boavista, já com a dita a casa a dominar o horizonte deu-nos para as pedagogias e vai de dizer ao Tomé: "Olha ali, estás a ver?", "Sabes o que é aquilo?", "Giro não é?", "É a Casa da Música". Um momento de silêncio e eu já devia de saber que ia sair qualquer coisa de teor filosófico da boca daquela rapaz. Saiu simplesmente isto: "aquilo não é uma Casa da Música, é uma caixa do correio!" Engoli e seco e pensei: "Pois é filho, a mais cara de sempre!"

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home